Ibama autoriza o abate de javalis e de javaporcos em todo o país

21/06/2019

De hábito noturno, o javaporco só anda em bando e causa muito prejuízo por onde passa. Em poucos minutos tudo fica destruído no ataque a uma plantação.

O produtor Wilson Ludwig faz ronda na roça e usa rojões para espantar os javaporcos. Cercas elétricas, arame farpado e armadilhas são outras maneiras de proteger as lavouras.

Os javaporcos nasceram do cruzamento do javali com o porco doméstico. Eles foram trazidos da Europa para a América do Sul, principalmente a Argentina e o Uruguai, e chegaram ao Brasil pelo Rio Grande do Sul.

Para conter o crescimento populacional, o Ibama autorizou o abate do animal em todo o território nacional, mas os produtores rurais devem obedecer algumas normas antes da caça. 

O javaporco abatido não pode ser transportado de um lugar para outro, a carne do animal também não deve ser consumida, nem comercializada. "Não é uma caça, é um controle populacional", explica Eliseo Ribeiro, chefe do escritório do Ibama 

acordo com o Ibama, cerca de 1,8 mil produtores já fizeram o cadastro em todo o país.

Criadores de MG ganham dinheiro com porcos-do-mato brasileiros

Colheita do pinhão sustenta famílias e tradição extrativista nos Campo

20/06/2019

As araucárias compõem um retrato único nos Campos de Cima da Serra. Um dos municípios que concentram a beleza cênica dessas matas é São Francisco de Paula, que conta com a maior área de araucárias do Rio Grande do Sul. Em plena safra do pinhão, o município deve colher 60 toneladas, uma quebra de 150% em relação ao ano passado, quando se chegou a 150 toneladas. No Estado, a produção deve ser de 400 toneladas, 50% menor do que no ano passado, conforme levantamento da Emater, conveniada da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Os principais motivos para a redução, de acordo com a Emater, foi o clima em 2017. A produção da semente sofreu impactos decorrentes da distribuição pluviométrica, com excesso de chuva, estiagem e geadas fora de época. A colheita se estenderá até o final deste mês, de acordo com portaria publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que regulamenta a atividade.

A agricultora Marley Zambelli cultiva milho e cria pequenos animais como porcos e galinhas durante o ano, mas nesta época se dedica totalmente à colheita e ao beneficiamento do pinhão. “Este ano a produção foi baixa, mas nos outros anos, quando a safra é maior, dá uma renda boa. A gente defende o ano com a colheita do pinhão”, conta.

Marley aguarda a liberação de R$ 39.996 do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) para investir na Agroindústria Recanto das Araucárias. Com a liberação do dinheiro e a compra dos equipamentos, como mesas, tanque, fogão, máquina de moer e descascar o pinhão, parte do beneficiamento passará a ser feito de forma mecanizada, e não mais manual, como realizado até hoje.

A agricultora vende in natura o pinhão que colhe diariamente e também produz bolos, paçoca, farinha, pastéis e croquetes. O ponto alto da comercialização é a Festa do Pinhão de São Francisco de Paula, organizada pela prefeitura. Este ano, o evento ocorreu em apenas um final de semana, entre 7 e 9 de junho, recebendo em torno de 20 mil visitantes. Foram distribuídas gratuitamente 2,5 toneladas de pinhão. A comercialização da agricultura familiar chegou a R$ 25 mil, e a movimentação na cidade, incluindo hotéis, restaurantes e comércio, entre outras atividades, chegou a R$ 3 milhões. “Este retorno financeiro dá muita credibilidade para a festa, que ano que vem estará melhor ainda”, afirma Rafael Castello Costa, secretário de Cultura, Turismo e Desporto de São Francisco de Paula.

O produtor Claiton Boff, do distrito de Samambaia, participa da festa há 12 anos. Para ele, o pinhão é uma das principais fontes de renda do inverno. E vale a pena, garante. “Hoje o quilo do pinhão custa R$ 10, e qualquer punhado de pinhão dá um quilo”, conta. No comércio, o valor pago varia entre R$ 10 e R$ 12 o quilo. Para o extrativista, o preço pago pelo quilo varia entre R$ 7 e R$ 9.

A extensionista rural social da Emater Sandra de Moraes Silva afirma que a maioria dos produtores ainda não utiliza a semente como fonte de renda. Apenas 95 famílias das 1.050 envolvidas com agricultura familiar em São Francisco de Paula utilizam o pinhão para este fim. E esse número pode ser muito maior. “Conforme o produto vai se valorizando no mercado, o interesse e o envolvimento aumentarão. Aconteceu assim também com o queijo serrano”, avalia. Segundo Sandra, o pinhão é matéria-prima para uma série de produtos, como leite de pinhão e farinhas.

A araucária

A araucária é uma planta nativa do Rio Grande do Sul, protegida pelo Ibama. De acordo com a Portaria Normativa Descrição DC-20 de 1976, criada pelo órgão ambiental, é liberada a colheita e venda da semente de abril a junho. Também proíbe o abate/corte de araucária, salvo algumas exceções.

São Francisco de Paula conta com a maior área de araucárias do Rio Grande do Sul - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapdr

Matéria: JORNALISTA FELIPE VIEIRA.

Colheita do pinhão sustenta famílias e tradição extrativista nos Campos de Cima da Serra

SEM PATROCÍNIO, PM CAXIENSE, ADIA MAIS UMA VEZ SONHO DE SER CAMPEÃO MU

19/06/2019

Após chancelar pela 4ª vez a vaga para competir o campeonato mundial de Triathlon e estar entre os melhores atletas do mundo, sem patrocinador, o policial militar, Rafael Vargas Correa de 34 anos, mais uma vez, adia o sonho de ser o campeão da Grande Final De Ironman 70.3 de Triathlon.

Só neste ano, em duas das mais desafiadoras provas de triathlon, que inclui corrida, natação e ciclismo por duas vezes o soldado conquistou vaga para competir o mundial que ocorre no mês de setembro na França. Na esperança de conseguir patrocínio para arcar com as despesas de viagem e levar o nome da cidade, do estado e do Brasil para o mundo, o PM insistiu em participar da última seletiva que ocorreu em Fortaleza, onde novamente o triatleta subiu ao pódio, mas sem recurso financeiros, teve que abrir mão da vaga.

Os altos custos com treinos, equipamentos e inscrições em disputas, mais uma vez adiaram a conquista, mas Vargas segue treinando para conseguir a classificação na próxima competição em setembro no Rio de Janeiro e garantir Vaga para o Mundial em 2020 na Nova Zelandia.

Os gastos com a próxima eliminatória, devem girar em R$ 4 mil reais, se classificado para o mundial precisará de um patrocínio de cerca de R$ 15 mil.

Redação/Foto: Jackson Cardoso – CRPO/Serra

A imagem pode conter: 1 pessoa, atividades ao ar livre

Aplicativos


 Locutor no Ar

Alex S Vanin

Tropeada

16:00 - 19:00

Peça Sua Música

Name:
E-mail:
Seu Pedido:


Anunciantes